sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Noite fora de casa - Os nomes do amor



O filme começa com a apresentação dos seus personagens, Bahia Benmahmoud (Sara Forestier) e Arthur Martin (Jacques Gamblin), como se ela fosse a única e ele só mais um na multidão. Entretanto, ao longo do filme você percebe que ambos são singulares, ao mesmo tempo em que se parecem por terem famílias que fogem de seus problemas.

Bahia é filha de uma hippie com um Argelino, ama a esquerda que concedeu cidadania a seu pai e a casa da sua família está sempre cheia, inclusive de desabrigados. Já a casa dos pais de Arthur é sempre vazia e sem visitas, para os "nazistas" não encontrarem sua mãe! A família de Arthur adora tecnologia, seu pai trabalha em uma usina nuclear e são puritanos, já a família de Bahia preserva o simples, sendo bastante humilde e nada puritanos.

Bahia, que muitas vezes é confundida como brasileira por causa do nome, acredita que pode mudar os ideais políticos dos homens utilizando o amor e o sexo, mas isso muda quando ela conhece Arthur, de modo bem inusitado, diga-se de passagem: enquanto ele concede uma entrevista sobre a gripe aviária e ela o acusa de ser fascista.



Através de uma retrospectiva contada pelos próprios protagonistas, conhecemos o passado de cada um e podemos descobrir a relação deles com suas famílias, a forma com que foram criados e o reflexo disso no tempo presente. Descobrimos também que Bahia encara os relacionamentos amorosos e o sexo de maneira superficial, talvez, quem sabe, por conta de um acontecimento em sua infância.

O filme aborda temas como a identidade cultural, imigração e questões políticas, principalmente francesas, mas tudo de maneira leve e divertida. A comédia é irreverente, com situações nonsense, cenas de nudez (claro, como todo filme europeu) e o romance é plausível, com personagens que são comuns e diferentes entre si. Apesar de mostrar algumas situações absurdas – afinal, ninguém que é normal se esquece de vestir a roupa antes de sair – “Os nomes do amor” mostra um história bem realística em que duas pessoas aparentemente diferentes podem se apaixonar. O diferencial fica nos diálogos ácidos, costume das comédias românticas francesas e de um enredo original que trata de temas mais pesados como algo do cotidiano da protagonista, ferrenha em seus ideais políticos.

Já faz tempo que Hollywood precisa se inovar, principalmente quando se trata de comédias românticas, para quem gosta de filmes assim como eu, os franceses estão sendo cada vez mais uma ótima escolha e “Os nomes do amor” do diretor Michel Leclerc não fica de fora! Duração:100 minutos

            

Michele Lima

6 comentários:

  1. Concordo Mi, confesso que não aguento a falta de originalidade das comédias americanas. Quero muito assistir esse filme.

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  2. Deu vontade de ver esse filme, vou procurar pra baixar \o/ Deve ser maravilhoso pq pra vc aprovar ele com tantos adjetivos só sendo \o/

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  3. Acabei de assistir, foi a melhor comedia romantica que vi nos ultimos tempos, sem melação, engraçada, densa e leve!!! Putz, muito bom... Valeu pela dica Mi!

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  4. Você é rápida Pandora...

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  5. Eu tb gostei muito Jaci! Assiste tb Eldinha, vc vai gostar!

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  6. Eu assisti logo porque a net colaborou no dowlond Elda, realmente vale a pena é inteligente e engraçado, o diretor, redator ou sei lá quem que faz o filme não duvida de nossa inteligencia como Hollywood as vezes faz... Ah, eu gostei da parte que ela sai pelada, é meio improvavel, levando em conta que na Europa faz frio, mas é filme e táh valendo!!! kkkk

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